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Baleia-franca com pedaço de rede preso na cabeça é monitorada pelo protocolo da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca/ICMBio

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Press-Release divulgado em 13/07/2020

Nesta segunda (13/07), uma baleia-franca acompanhada de filhote foi registrada na praia da Ribanceira, em Imbituba (SC), com a presença de um pedaço de rede preso nas calosidades da cabeça. O Protocolo de Encalhes e Enredamentos da APA da Baleia Franca recebeu o acionamento  e a equipe do ProFRANCA/Instituto Australis encontrou os animais, na Praia D´Água que fica ao Sul da praia da Ribanceira. A equipe monitorou o comportamento dos animais e realizou uma filmagem com auxílio de um drone, para verificar o enredamento. Foi possível constatar que trata-se de um fragmento da rede e que está presa somente à cabeça da fêmea. Apesar da presença da rede, o animal não apresenta ferimentos, e não tem seu deslocamento comprometido. O filhote também apresenta comportamento normal. Neste tipo de caso, considerando o comportamento do grupo, bem como o tipo de enredamento, não é necessário qualquer procedimento para retirada da rede, uma vez que elas acabam se desprendendo sozinhas do animal. Além disso, o procedimento para retirada de rede é arriscado, e só deve ser realizado caso a baleia esteja comprometida, por pessoal treinado e devidamente equipado. A temporada reprodutiva das baleias franca está iniciando e se estende até novembro, com pico de ocorrência em setembro.

Protocolo de Encalhes e Emalhes da APA da Baleia Franca

A coordenação do Protocolo de Encalhes e Emalhes é formada pela APA da Baleia Franca/ICMBio, Instituto Australis, Associação R3 Animal, Universidade do Estado de Santa Catarina/UDESC, Museu de Zoologia Professora Morgana Cirimbelli Gaidzinski da UNESC, Corpo de Bombeiros, Capitania dos Portos e Policia Militar Ambiental que trabalham em parceria para o atendimento de encalhes e emalhes na região da APA.

Baleias Franca

As baleias franca migram anualmente entre áreas de alimentação e reprodução. De julho a novembro a espécie vem para Santa Catarina para acasalar e procriar. O pico de ocorrência é em setembro, sendo os últimos indivíduos avistados em novembro. A principal área de ocorrência da espécie é na APA da Baleia Franca/ICMBio no litoral centro-sul de Santa Catarina. Porém, a presença em outras regiões do Estado pode ocorrer, e tem sido cada vez mais frequente em função do crescimento e recuperação populacional da espécie no Brasil.

 

Procedimentos em caso de encalhes e emalhes:

Como ajudar?

– Entre em contato com as instituições responsáveis

Em caso de emalhes:

– Não tente remover a rede

– Registre o local da ocorrência

– Obtenha fotografias do animal, possibilitando a identificação da espécie e documentação do caso, para que possa ser avaliado.

Em caso de animais vivos encalhados na praia:

– Não tente devolver o animal para a água, pois pode ser perigoso devido ao tamanho e peso do animal.

– Ajude a isolar a área mantendo pessoas e animais domésticos afastados

– Obtenha fotografias do animal, possibilitando a identificação da espécie e documentação do caso.

– Colabore com a sensibilização e a conscientização da comunidade

Proteja a sua saúde

– Os animais encalhados podem transmitir doenças aos seres humanos.

– Evite respirar o ar expirado pelos animais.

– Não se aproxime da cauda. São animais grandes em situação de debilidade física, que podem se tornar ariscos com a aproximação de outros indivíduos e causar ferimentos.

Serviço:

APA da Baleia Franca: (48) 3255-6710

Núcleo de Fauna IBAMA/SC: (48) 3212-3368 ou 3212-3356

Projeto Baleia Franca (Imbituba): (48) 3255-2922/

UFSC – Laboratório de Mamíferos Aquáticos: (48) 3721-9626

UNESC (Criciúma): (48) 3431-2573

UDESC – (48) 9696-6025

Polícia Militar Ambiental: Laguna:(48) 3644-1728/ Maciambú:(48) 3286-1021/ Florianópolis:(48) 3269-7111/ Maracajá:(48) 3523-1870

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