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Interação entre orcas e baleias-franca é registrada pelos pesquisadores do Instituto Australis

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Press-release: Interação entre orcas e baleias-franca é registrada pelos pesquisadores do Instituto Australis

Este é o primeiro registro de orcas dentro da APA da Baleia Franca em 2019 e a primeira vez que uma interação com baleias-franca é registrada

Nesta segunda, 12 de agosto de 2019 as 14:22, durante o monitoramento de baleias-franca realizado pelo Instituto Australis, fizemos o primeiro registro de Orca, da espécie Orcinus orca, dentro da APA da Baleia Franca na temporada reprodutiva de 2019. Inicialmente um grupo formado por quatro indivíduos, foi avistado na praia da Ribanceira, no município de Imbituba. Naquele momento estavam também na enseada três grupos de mãe e filhote de baleia-franca. As orcas se deslocaram sentido sul e foram novamente registradas pelos pesquisadores na Praia d’água, Praia da Vila e Praia de Itapirubá Norte, onde haviam outros grupos de baleias-franca, e foi possível registrar uma forte interação entre um par de mãe e filhote de baleias-franca com algumas orcas. Há cerca de um mês (15/07), o Instituto Australis havia registrado um grupo de orcas na praia do Santinho, em Florianópolis.

As orcas, chamadas de baleias, mas são da família dos golfinhos, recebem o título de baleias assassinas justamente por serem predadoras de outras espécies de baleias, incluindo a baleia-franca. No entanto, a interação observada entre os animais nesta segunda-feira não apresentou nenhum comportamento de predação. Orcas apresentam ecótipos diferentes, ou seja, há populações com diferenças que proporcionam melhor adaptação aos diferentes habitats onde a espécie é encontrada, e estes diferentes ecótipos têm hábitos alimentares distintos. Provavelmente esses indivíduos que apareceram na APA da Baleia Franca tratam-se de orcas do ecótipo que se alimenta de peixes, e não de outros mamíferos marinhos. Segundo Eduardo Renault, Gerente de Pesquisa do Instituto Australis, “iremos analisar as imagens obtidas, para verificar de qual ecótipo essas orcas pertencem. Este registro, inédito na região, é muito importante para saber que existem potenciais predadores no berçário brasileiro, o que pode ser uma pressão negativa para a recuperação da espécie. A conservação das baleias-franca depende não só das nossas ações de preservação do meio onde vivem, mas também de conhecer os ambientes em que elas ocorrem”.

O monitoramento terrestre está sendo realizado pelo Instituto Australis nas enseadas da APA da baleia franca e mais ao sul, na praia Morro dos Conventos, desde o dia 1º. de agosto, e irá se estender até o dia 30 de novembro. O pico de ocorrência da temporada reprodutiva das baleias franca é em setembro, e até lá mais baleias devem chegar na região para dar-à-luz a seus filhotes. Para saber sobre as avistagens acompanhe nosso site http://baleiafranca.org.br/avistagens . Avistou uma baleia? Nos avise! No nosso site você também pode contribuir com sua informação além de acompanhar as avistagens registradas!  Acompanhe as novidades também através das nossas redes sociais @institutoaustralis !

Imagens aéreas: Eduardo Renault/Instituto Australis

Fotos: Thaise Albernaz/Instituto Australis

 

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